Arq Bras Neurocir
DOI: 10.1055/s-0036-1572505
Case Report | Relato de Caso
Thieme Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Craniectomia descompressiva para encefalite viral: relato de dois casos

Decompressive Craniotomy for Viral Encephalitis: Two Case Reports
Ricardo Lourenço Caramanti
Médico Residente, Serviço de Neurocirurgia, Hospital Austa, São José do Rio Preto, SP, Brasil
,
Eduardo Cintra Abib
Médico Residente, Serviço de Neurocirurgia, Hospital Austa, São José do Rio Preto, SP, Brasil
,
Dionei Freitas de Moraes
Chefe do Serviço de Neurocirurgia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
,
Eduardo Carlos da Silva
Professor Adjunto, Neurocirurgia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
,
Carlos Eduardo DAglio Rocha
Professor Adjunto, Neurocirurgia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
,
Fabiano Morais Nogueira
Professor Adjunto, Neurocirurgia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

29 September 2015

23 November 2015

Publication Date:
16 February 2016 (eFirst)

Resumo

A craniectomia descompressiva é uma modalidade terapêutica de rara utilização em casos de hipertensão intracraniana refratária por encefalite viral. Neste artigo os autores apresentam dois casos de pacientes com encefalite viral que foram submetidos à descompressão para controle da pressão intracraniana. Ambos apresentavam Glasgow outcome score de 4.

Os principais dados clínicos para a decisão cirúrgica são o Glasgow e as pupilas do paciente associados à imagem com grande área necrótica e edema perilesional.

A evolução dos pacientes submetidos à descompressão mostrou-se satisfatória em 92,3% dos casos.

Abstract

A decompressive craniectomy is a therapeutic modality not commonly used in cases of refractory intracranial hypertension due to viral encephalitis. In this article the authors present two cases of patients with viral encephalitis that have undergone the decompression to control intracranial pressure. Both had Glasgow outcome score of 4. The main clinical data for surgical decision are Glasgow and the pupils of patient associated with the image with large necrotic and perilesional edema area. The evolution of patients undergoing decompression was satisfactory in 92.3% of cases.