Abstract
Objective The objective of this study is to associate the results obtained while assessing
the pelvic floor muscles (PFM) functionality with the score of sexual satisfaction
of young adult women.
Methods This is an observational and cross-sectional study. The inclusion criteria were women
aged between 20 and 40 years who have had sexual intercourse, nulliparous, BMI lower
than 25 kg/m2, and absence of pelvic floor dysfunction. The evaluation consisted of both the medical
history and assessment of the PFM functionality using the Perina pressure biofeedback
and Oxford Scale. We measured sexual satisfaction using the Female Sexual Quotient
questionnaire and used the Kolmogorov-Smirnov test to verify the normality of the
data. We analyzed non-parametric variables using the Spearman correlation test. The
significance level was 5%.
Results A total of 80 women with a median age of 26 years and median BMI of 21.64 kg/m2 participated in this study. We divided the subjects into two groups, best and worse
PFM functionality, according to median Perina pressure biofeedback and Oxford scale.
We found no difference between the groups when comparing the sexual satisfaction scores.
There was only a slight significant correlation between the Contraction Voluntary
Average obtained using the pressure biofeedback and the primary domain (r = 0.27;
p = 0.01).
Conclusion This study found a slight correlation between PFM functionality and the functionality
of the primary domain of the Female Sexual Quotient questionnaire. Therefore, it is
not possible to state whether there is an association between the PFM functionality
and female sexual satisfaction in young adults.
Resumo
Objetivo Associar as medidas obtidas pela avaliação da funcionalidade da musculatura do assoalho
pélvico com o escore da satisfação sexual de mulheres adultas jovens.
Métodos Estudo observacional e transversal. Os critérios de inclusão foram mulheres com idade
entre 20 e 40 anos, que já tiveram relação sexual, nulíparas, índice de massa corporal
inferior (IMC) 25 kg/m2 e ausência de queixas de disfunção do assoalho pélvico. A avaliação foi constituída
por uma ficha de anamnese e avaliação da funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico
(PFM), a partir do biofeedback pressórico Perina e da Escala Oxford. A satisfação sexual foi medida pelo questionário
Quociente Sexual Feminino. O teste Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para verificar
a normalidade dos dados. As variáveis não-paramétricas foram analisadas por meio do
teste de Correlação de Spearman. O nível de significância adotado foi de 5%.
Resultados Foram avaliadas 80 mulheres, com mediana de 26 anos de idade e mediana do IMC de
21,64 kg/m2. As participantes foram divididas em dois grupos, melhor e pior funcionalidade dos
PFM, de acordo com a mediana da pressão do biofeedback pressórico e da Escala Oxford. Não encontramos diferença entre os grupos Oxford,
quando comparamos os escores do questionário de satisfação sexual. Houve somente correlação
significativa fraca entre a Contração Voluntária Média, obtida através do biofeedback pressórico e do domínio preliminares (r = 0.27; p = 0.01).
Conclusão O presente estudo verificou correlação fraca entre funcionalidade dos PFM e domínio
preliminares do questionário Quociente Sexual Feminino. Por essa razão não é possível
afirmar se há ou não associação entre a funcionalidade dos PFM e a satisfação sexual
feminina de adultas jovens.
Keywords
pelvic floor muscles - sexual dysfunction - physiotherapy
Palavras-chave
músculos do assoalho pélvico - disfunção sexual - fisioterapia