Introdução: No tratamento do Câncer Colorretal (CCR) metastático, os esquemas FOLFOX ou FOLFIRI
mostraram-se equivalentes no tratamento de primeira linha (PL).A taxa de progressão
de doença durante a PL é pequena, em torno de 15%. O emprego dos agentes biológicos
podem aumentar a taxa de resposta (TR). Na segunda linha (SL), a taxa de progressão
é maior, em torno de 50%. Tendo em vista os novos conhecimentos da biologia do CCR,
decidimos avaliar características clínicas e patológicas dos pacientes com refratariedade
à regime de PL com Oxaliplatina, como também entender o comportamento nas linhas subsequentes.
Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a sobrevida global (SG) dos pacientes que progrediram
em menos de 6 meses ou na primeira avaliação de resposta ao tratamento de PL com oxaliplatina.
Objetivo Secundário: Avaliar a SG e SLP dos pacientes que receberam segunda linha; correlacionar tanto
a SG e SLP da PL e SL com fatores clínicos e patológicos. Método: Estudo restrospectivo, unicêntrico de pacientes da instituição AC Camargo Cancer
Center, São Paulo - SP. Foram avaliados pacientes com diagnóstico de câncer colorretal
metastático tratados com regime baseado em Oxalipla-tina na PL, associado ou não a
anticorpos monoclonais; progressão de doença menos de 6 meses ou na primeira avaliação.
Os fatores clínicos e patológicos analisados: idade, gênero, uso ou não de anticorpos
mo-noclonais associado à quimioterapia, CEA, lateralidade, status KRAS, instalibidade
microssatélite, localização e números de sítios de metástases. Resultados: Foram avaliados 53 pacientes no período de 2011-2014. A SLP 3.4 meses e SG 12.3 meses,
já a SLP mediana na PL 3,41 meses e SLP mediana na SL 4,6 meses. Não houve diferença
na SLP com uso ou não de anticorpo associado à quimioterapia (3,61 × 2,79 meses) respectivamente,
HR: 0.55 (CI: 0.30 – 1.01; p=0.056). A taxa de resposta na PL foi de 5,7% e na SL,
de 11,3%. Houve maior emprego de anticorpo em PL 21 (39,6%) versus SL 36 (67,9%).
Não houve correlação entre a SG e SLP com as variáveis clínicas e patológicas analisadas.
Conclusão: Não foi possível identificar nesta amostra pequena característica clínica e patológica
que se correlacione com “refratariedade” à oxaliplatina. Mesmo sendo refratário com
progressão de doença menor que 6 meses na PL a SG foi de 12 meses. A segunda linha
talvez possa resgatar alguns pacientes, com maior uso de anticorpos monoclonais com
FOLFIRI, já que menos da metade utilizou em primeira linha.