O câncer de colo uterino está entre os mais prevalentes nas mulheres brasileiras e
no mundo, principalmente em países subdesenvolvidos. Apesar das políticas de prevenção,
muitas pacientes são diagnosticadas em estadio avançado da doença. Pacientes com doença
localmente avançada, apresentando linfonodos pélvicos suspeitos podem se beneficiar
da realização de debulking linfonodal e linfadenectomia estadiadora retroperitoneal.
Caso os linfonodos retroperitoneais venham comprometidos por neoplasia, o campo de
radioterapia deverá ser estendido com tratamento adequado do retroperitôneo. Este
vídeo mostra o caso de uma paciente de 42 anos com câncer de colo uterino Estadio
FIGO IB1, que apresentava nos exames de imagem complexo linfonodal pélvico volumoso
a esquerda heterogêneo, com áreas de necrose além de linfonodos retroperitoneais aumentados
em número e tamanho, suspeitos para comprometimento neoplásico. Foi realizado debulking
de linfonodos pélvicos bilaterais e retroperitoneais via laparoscopia por acesso transperitoneal
com redução do volume de doença e posterior tratamento com radioterapia e quimioterapia
concomitantes com campo estendido. Podemos concluir que a cirurgia estadiadora e debulking
linfonodal pode ser realizada via laparoscopia com segurança, trazendo benefícios
no tratamento do câncer de colo uterino avançado.