Resumo
Objetivo
Este estudo comparou os desfechos clínicos, a sobrevida do implante e a mobilidade
axial entre próteses de plataforma móvel (PM) e de plataforma fixa (PF) em pacientes
com osteoartrite medial do joelho.
Métodos
Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo de 1.289 pacientes submetidos à artroplastia
total cimentada primária do joelho (ATJ) entre 2003 e 2022. As próteses PM foram utilizadas
em 820 pacientes (seguimento médio de 8,1 anos) e as PF em 469 pacientes (seguimento
médio de 15,2 anos). Os desfechos funcionais foram avaliados com os escores International
Knee Documentation Committe (IKDC) e Kujala. A amplitude de movimento e a rotação
axial da tíbia foram avaliadas clinicamente. Os testes estatísticos incluíram análise
de variância, testes t e F de Fisher (significância de p < 0,05).
Resultados
Ambos os grupos apresentaram melhora funcional significativa (p < 0,001). No seguimento final, não foram encontradas diferenças significativas entre
PM e PF nos escores IKDC ou Kujala. A sobrevida do implante foi de 96,3% (PM) versus 95,7% (PF) (p = 0,67). A rotação tibial axial foi significativamente maior em PM (23,1 ± 4,5°)
do que em PF (19,4 ± 4,2°) (p = 0,003). Não ocorreram deslocamentos da plataforma.
Conclusão
Os modelos PM e PF oferecem benefícios funcionais duráveis. Embora a PM tenha proporcionado
maior mobilidade axial, ela não resultou em desfechos funcionais superiores ou longevidade
do implante. A seleção da prótese deve ser adaptada às necessidades individuais do
paciente, à preferência do cirurgião e ao custo. Mais estudos prospectivos são necessários
para definir a relevância clínica da cinemática aprimorada.
Abstract
Objective
The present study compared clinical outcomes, implant survival, and axial mobility
between mobile-bearing (MB) and fixed-bearing (FB) prostheses in patients with medial
knee osteoarthritis.
Methods
A retrospective cohort study of 1,289 patients who underwent primary cemented total
knee arthroplasty (TKA) from 2003 to 2022 was conducted. Mobile-bearing prostheses
were used in 820 patients (mean follow-up: 8.1 years), and FB in 469 patients (mean
follow-up: 15.2 years). Functional outcomes were assessed using the International
Knee Documentation Committee (IKDC) and Kujala scores. Range of motion and axial tibial
rotation were clinically evaluated. Statistical tests included analysis of variance,
t -tests, and Fisher's F-test (significance p < 0.05).
Results
Both groups showed significant functional improvement (p < 0.001). At the final follow-up, no significant differences were found between MB
and FB in the IKDC or Kujala scores. Implant survival was 96.3% (MB) versus 95.7%
(FB) (p = 0.67). Axial tibial rotation was significantly higher in MB (23.1 ± 4.5°) than
in FB (19.4 ± 4.2°) (p = 0.003). No bearing dislocations occurred.
Conclusion
Mobile-bearing and FB designs offer durable functional benefits. Although MB provided
greater axial mobility, it did not result in superior functional outcomes or implant
longevity. Prosthesis selection should be tailored to individual patient needs, surgeon
preference, and cost. Further prospective studies are needed to define the clinical
relevance of enhanced kinematics.
Palavras-chave articulação do joelho - artroplastia do joelho - desenho de prótese - prótese do joelho
Keywords arthroplasty, replacement, knee - knee joint - knee prosthesis - prosthesis design
Bibliographical Record Pablo Agustín Ramos Guarderas, Pablo David Ramos Murillo, Carlos Patricio Peñaherrera
Carrillo, Francisco Endara Urresta, Daniel Alejandro Ramos Murillo, Alejandro Xavier
Barros Castro. Artroplastia total do joelho com plataforma móvel versus plataforma fixa: Uma análise comparativa dos desfechos clínicos de longo prazo e
de sobrevida do implante. Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2025; 60: s00451814105. DOI: 10.1055/s-0045-1814105