Open Access
CC BY 4.0 · Brazilian Journal of Oncology 2017; 13(S 01): 1-233
DOI: 10.1055/s-0044-1796909
POSTER IMPRESSO
TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA

ANÁLISE QUANTITATIVA DA COBERTURA PELO PAPANICOLAU NA POPULAÇÃO-ALVO, NO ESTADO DA BAHIA, NO PERÍODO DE 2008 A 2012

Géssica de Souza Sampaio
1   UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
,
Icaro Pereira Silva
1   UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
,
Manuela Novaes de Andrade
1   UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
› Author Affiliations
 

    Introdução: O câncer do colo do útero (CCU) representa a terceira neoplasia mais incidente no mundo. Entre as mulheres brasileiras é o segundo tumor maligno mais frequente e corresponde a quarta causa de mortalidade por câncer. O CCU está fortemente associado a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), fatores genéticos e epidemiológicos. O diagnóstico é feito através do exame Papanicolau e sua detecção, através do rastreamento em fases iniciais pode aumentar significativamente as chances de cura. No Brasil, o rastreamento populacional é recomendado prioritariamente para mulheres de 25 a 64 anos, com periodicidade de três anos, após dois exames consecutivos normais, no intervalo de um ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para se obter um impacto significativo na mortalidade por CCU a cobertura de rastreamento deve atingir 80% ou mais da população-alvo. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa, em que se utilizou dados secundários referentes ao estado da Bahia, obtidos da base de dados do Sistema SISCOLO, do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), disponíveis no endereço eletrônico do DATASUS e no IBGE. Os dados foram prioritariamente analisados na faixa etária alvo do programa de rastreamento de cada ano, no período de 2008 a 2012. A cobertura pelo exame foi avaliada através da razão entre exames citopatológicos realizados nas populações-alvo de cada período e o quantitativo de indivíduos da população-alvo de cada período. Resultados: O estado da Bahia não conseguiu alcançar em nenhum dos anos analisados a meta recomendada pela OMS. Em relação ao crescimento anual que deve ser de no mínimo 15%, apenas no ano de 2000 houve um crescimento de 25% maior do que o recomendado. Comparando a Bahia com outros estados do Nordeste foi possível verificar que alguns deles em determinados anos conseguiram ultrapassar a meta, enquanto que a Bahia não alcançou em nenhum ano e ficou entre os estados com piores indicadores. A mortalidade no estado é alta, sobretudo em mulheres na faixa etária de 50 - 59 anos, solteiras e sem escolaridade. Conclusão: O rastreamento pelo Papanicolau é capaz de reduzir significativamente as taxas de mortalidade quando alcança uma cobertura adequada. A cobertura pelo exame no estado da Bahia não é suficiente para prevenir o CCU e reduzir a alta taxa de mortalidade deste câncer, sendo este portanto um estado com muitas mulheres acometidas por este agravo.


    No conflict of interest has been declared by the author(s).

    Contato:

    GÉSSICA DE SOUZA SAMPAIO

    Publication History

    Article published online:
    10 July 2025

    © 2017. This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

    Thieme Revinter Publicações Ltda.
    Rua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil