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CC BY 4.0 · Brazilian Journal of Oncology 2017; 13(S 01): 1-233
DOI: 10.1055/s-0044-1797068
POSTER DIGITAL
TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO

GASTRECTOMIAS: ANÁLISE DOS CASOS OPERADOS EM 6 ANOS

Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis
,
Flavio Daniel Saavedra Tomasich
,
Camila Polakowski
,
Tayron Bassani
,
Regina Goolkate
,
Caroline Dal Bosco
,
Evelise Martins
,
Mariana Escani Guerra
 

    Objetivo: Apresentar os dados coletados referentes aos pacientes submetidos à gastrectomia entre 2010 e 2015. Estudar as características epidemiológicas tentando definir quais os fatores de risco para a doença assim como para o resultado do seu tratamento. Método: Os dados foram coletados diretamente do prontuário médico junto ao Serviço de Arquivo Médico. A ficha utilizada é baseada no formato padrão do Instituto Nacional do Câncer. As freqüências absolutas e relativas foram geradas a partir do sistema SISRHC e tabuladas através do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobrevida foi calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resultados: Foram realizadas 406 gastrectomias, sendo 35, 7% de mulheres. 52,1% dos pacientes apresentaram historico de tabagismo e 33,1% de etilismo. 15% dos pacientes apresentaram historico familiar de cancer. 22,8% apresentavam historico de infeccao por H. Pylori. 5% dos pacientes ja haviam realizado cirurgia gastrica previa. 39, 3% apresentavam metaplasia intestinal. 2,8% apresentavam Pólipo Adenomatoso Gátrico. Somente 2,9% apresentavam historico de anemia perniciosa. 97, 6% apresentavam PS menor ou igual a 2. A localizacao do tumor foi de 57, 1% para o antro gastrico. O subtipo histologico mais comum foi o ademocarcinoma em 51,8%. 54,5% apresentavam linfonodomegalia pre-operatoria. A gastrectomia foi realizada com intuito curativo em 86, 5%, prevalecendo gastrectomia subtotal em 67, 5% dos casos. Somente em 10% dos casos foi realizada pancreatoesplenectomia. Em 6, 4% dos casos ocorreram complicacoes transoperatorias graves com sangramento e lesao vascular. 29, 7% dos pacientes apresentaram algum tipo de complicacao pos-operatoria graus 2 e 3 de Clavien-Dindo. Somente 6, 9% receberam quimioterapia pre-operatoria e 35, 2% realizaram adjuvancia. 53% dos pacientes atingiram remissao em 6 meses, sendo que 31,2% apresentaram progressao da doenca. 49, 8% dos pacientes estavam vivos apos 5 anos. Conclusões: O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento do câncer gástrico. Apesar dos avancos no diagnostico e tratamento oncologico, o cancer gastrico persiste com baixas taxas de sobrevida global em 5 anos, mesmo em estadios clinicos iniciais. Medidas preventivas e de diagnóstico precoce devem ser estimuladas continuamente.


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    Contato:

    CARLOS ARAI FILHO

    Publication History

    Article published online:
    10 July 2025

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