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DOI: 10.1055/s-0045-1807334
RESSECçãO VASCULAR EM TUMOR DE KLATSKIN - RELATO DE CASO
Apresentação do caso: ED, 85 anos, feminino, HAS, DM2, DLP, chega em PS com quadro de icterícia de padrão obstrutivo. USG, ColangioRNM e TC Abdome mostram lesão infiltrativa de 2,0 cm na confluência das vias biliares(VB) estendendo-se pelo ducto hepático direito, Bismuth IIIA, com dilatação das VB a montante e íntimo contato com a artéria hepática direita. CPRE é realizada em outro serviço com passagem de prótese biliar. CA19.9 42U/ml e CEA 1,4 mcg/L. Cirurgia realizada: Trissegmentectomia hepática direita ampliada para lobo caudado com ressecção da Veia Porta + reconstrução em "Y de Roux" e anastomose biliodigestiva intra-hepática esquerda. Anatomopatológico sela o diagnóstico de Adenocarcinoma pouco diferenciado da via biliar perihilar com compromentimento focal da veia porta. Estadiamento(TNM 7Ed/AJCC/ UICC): pT3pNI. Paciente evolui bem no PO com fístula biliar de baixo débito, com resolução espontânea. Recebeu alta no 21° PO. Encontra-se em seguimento há 16 meses, sem evidência de doença. Discussão: O colangiocarcinoma(CC) perihilar, Tumor de Klatskin(TK) é uma neoplasia rara, e representa cerca de 60% de todos os CC. Em torno de 90% são Adenocarcinomas. Situa-se na bifurcação dos ductos hepáticos direito e esquerdo, próximo a veia porta, artéria hepática e fígado (especialmente lobo caudado). Os sintomas mais frequentes são: icterícia (90%), perda de peso e dor abdominal (35%), prurido (26%) e colangite (10%). A cirurgia, que é a única opção curativa disponível, só é possível em aproximadamente 47% dos pacientes no momento do diagnóstico. A ressecção da veia porta quando acometida parece aumentar a taxa de sobrevida em 5 anos, enquanto que a ressecção da artéria hepática não a altera, mas aumenta a morbimortalidade pós-operatória. A realização da linfadenectomia parece ser fundamental para a obtenção de uma ressecção com margens negativas(R0), o que aumenta a sobrevida como reportado em vários estudos. As técnicas propostas incluem hepatectomias ampliadas com ressecção do lobo caudado, ressecção vascular quando necessário, linfadenectomia hilar até o tronco celíaco. O tumor não responde bem a quimio e/ou radioterapia. Conclusão: Considerando que o único tratamento curativo para o Adenocarcinoma de vias biliares, especificamente tumor de klatskin é a ressecção cirúrgica com margens livres, devemos nos esforçar para possibilitar esse tratamento, mesmo que em pacientes idosos, como no caso relatado.
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10 July 2025
© 2017. This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.
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