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CC BY 4.0 · Brazilian Journal of Oncology 2017; 13(S 01): 1-233
DOI: 10.1055/s-0045-1807334
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TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS

RESSECçãO VASCULAR EM TUMOR DE KLATSKIN - RELATO DE CASO

Fernanda Denise Alves Dias
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Edgard Mesquita Rodrigues Lima
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Patricia Del Corona Braga Cavalcanti
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Cintia Yoko Morioka
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Paulo Boarini
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Frederico Perego Costa
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Cristiane Maria de Freitas Ribeiro
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
,
Allison Takeo Tsuge
1   HOSPITAL MUNICIPAL DR CARMINO CARICCHIO
› Author Affiliations
 

    Apresentação do caso: ED, 85 anos, feminino, HAS, DM2, DLP, chega em PS com quadro de icterícia de padrão obstrutivo. USG, ColangioRNM e TC Abdome mostram lesão infiltrativa de 2,0 cm na confluência das vias biliares(VB) estendendo-se pelo ducto hepático direito, Bismuth IIIA, com dilatação das VB a montante e íntimo contato com a artéria hepática direita. CPRE é realizada em outro serviço com passagem de prótese biliar. CA19.9 42U/ml e CEA 1,4 mcg/L. Cirurgia realizada: Trissegmentectomia hepática direita ampliada para lobo caudado com ressecção da Veia Porta + reconstrução em "Y de Roux" e anastomose biliodigestiva intra-hepática esquerda. Anatomopatológico sela o diagnóstico de Adenocarcinoma pouco diferenciado da via biliar perihilar com compromentimento focal da veia porta. Estadiamento(TNM 7Ed/AJCC/ UICC): pT3pNI. Paciente evolui bem no PO com fístula biliar de baixo débito, com resolução espontânea. Recebeu alta no 21° PO. Encontra-se em seguimento há 16 meses, sem evidência de doença. Discussão: O colangiocarcinoma(CC) perihilar, Tumor de Klatskin(TK) é uma neoplasia rara, e representa cerca de 60% de todos os CC. Em torno de 90% são Adenocarcinomas. Situa-se na bifurcação dos ductos hepáticos direito e esquerdo, próximo a veia porta, artéria hepática e fígado (especialmente lobo caudado). Os sintomas mais frequentes são: icterícia (90%), perda de peso e dor abdominal (35%), prurido (26%) e colangite (10%). A cirurgia, que é a única opção curativa disponível, só é possível em aproximadamente 47% dos pacientes no momento do diagnóstico. A ressecção da veia porta quando acometida parece aumentar a taxa de sobrevida em 5 anos, enquanto que a ressecção da artéria hepática não a altera, mas aumenta a morbimortalidade pós-operatória. A realização da linfadenectomia parece ser fundamental para a obtenção de uma ressecção com margens negativas(R0), o que aumenta a sobrevida como reportado em vários estudos. As técnicas propostas incluem hepatectomias ampliadas com ressecção do lobo caudado, ressecção vascular quando necessário, linfadenectomia hilar até o tronco celíaco. O tumor não responde bem a quimio e/ou radioterapia. Conclusão: Considerando que o único tratamento curativo para o Adenocarcinoma de vias biliares, especificamente tumor de klatskin é a ressecção cirúrgica com margens livres, devemos nos esforçar para possibilitar esse tratamento, mesmo que em pacientes idosos, como no caso relatado.


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    FERNANDA DENISE ALVES DIAS

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    Article published online:
    10 July 2025

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