Open Access
CC-BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2017; 39(03): 115-122
DOI: 10.1055/s-0037-1598642
Original Article
Thieme-Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Upper Limb Functionality and Quality of Life in Women with Five-Year Survival after Breast Cancer Surgery

Funcionalidade do membro superior e qualidade de vida em pacientes com sobrevida de cinco anos após tratamento cirúrgico para câncer de mama

Autor*innen

  • Thaís Lunardi Recchia

    1   Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil
  • Amably Cristiny Prim

    1   Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil
  • Clarissa Medeiros da Luz

    1   Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil
Weitere Informationen

Publikationsverlauf

01. März 2016

11. August 2016

Publikationsdatum:
23. Februar 2017 (online)

Abstract

Objective To evaluate the correlation between upper limb functionality and quality of life in women with five-year survival following breast cancer surgical treatment. The secondary objective was to evaluate the function of the ipsilateral upper limb and the quality of life in relation to the type of surgery and the presence of pain.

Methods The Disabilities of Arm, Shoulder and Hand (DASH), and the Functional Assessment of Cancer Therapy – Breast plus Arm Morbidity (FACTB + 4) questionnaires were used to evaluate upper limb function and quality of life respectively. Data distribution was verified by the Shapiro-Wilk test. Pearson's correlation coefficient was used for the parametric variables, and Spearman's rank correlation coefficient was used for the distribution of non-parametric variables. The statistical significance was set at 5% (p < 0.05).

Results The study included 30 patients, with a mean age of 51.23 (±8.72) years. The most common complications were: pain (50%), adherence (33.3%), and nerve lesion (20.0%). There was a moderate negative correlation between the instruments DASH and FACTB + 4 (total score), r = -0.634, and a strong negative correlation between the DASH and the FACTB + 4 arm subscale, r = -0.829. The scores of both questionnaires showed significant difference on the manifestation of pain. However, there was no significant difference found when comparing the scores considering the type of surgery performed.

Conclusions Five years after surgery, the patients showed regular functionality levels on the ipsilateral upper limb and decreased quality of life, especially in the group manifesting pain.

Resumo

Objetivo Avaliar se há correlação entre a funcionalidade e a qualidade de vida em pacientes com sobrevida de cinco anos submetidas ao tratamento cirúrgico para câncer de mama e, secundariamente, avaliar a função do membro superior homolateral à cirurgia, e a qualidade de vida em função do tipo de cirurgia mamária e da presença de dor.

Métodos Foram utilizados os questionários DASH e FACTB + 4 para avaliar a função do membro superior e a qualidade de vida respectivamente. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para as variáveis com distribuição paramétrica e, para as variáveis com distribuição não paramétrica, o coeficiente de correlação de Spearman. Adotou-se o nível de significância de 5% (p < 0,05).

Resultados Foram incluídas 30 pacientes, com média de idade de 51,23 ( ±  8,72) anos. As complicações mais incidentes foram: dor (50%), aderência cicatricial (33,3%), e lesão nervosa (20,0%). Foi observada correlação negativa de magnitude moderada entre os instrumentos DASH e FACTB + 4 (pontuação total), r = -0,634, e de magnitude forte entre o DASH e a subescala braço do FACTB + 4, r = -0,829. As pontuações dos questionários apresentaram diferença significativa em função da presença de dor. Entretanto, não foi observada diferença significativa quando comparadas as pontuações com relação ao tipo de cirurgia.

Conclusões Após cinco anos de cirurgia, as pacientes apresentaram grau regular de funcionalidade do membro homolateral à cirurgia e diminuição na qualidade de vida relacionada à saúde, principalmente no grupo que relatava presença de dor.