CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2017; 39(06): 282-287
DOI: 10.1055/s-0037-1603742
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

What do Infertile Women Think about Oocyte Reception, Oocyte Donation, and Child Adoption?

O que as mulheres inférteis pensam em relação a ovo recepção, doação de oócitos e adoção de crianças?
Juliana Straehl
1  Human Reproduction sector, Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brazil
,
Lúcia Alves da Silva Lara
1  Human Reproduction sector, Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brazil
,
Marcos Felipe Silva de Sá
1  Human Reproduction sector, Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brazil
,
Rosana Maria Reis
1  Human Reproduction sector, Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brazil
,
Ana Carolina Japur de Sá Rosa-e-Silva
1  Human Reproduction sector, Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

20 August 2016

13 March 2017

Publication Date:
13 June 2017 (online)

Abstract

Purpose The views of infertile couples regarding oocyte donation by third parties and adoption are unknown, as these may be interpreted as a final closure of the available options for conception. This study aimed to determine the acceptance of oocyte donation, oocyte reception, and child adoption of infertile women who submitted to assisted reproductive technology (ART) treatment

Methods Sixty-nine women who were under treatment for infertility and submitted to ART procedures were included in this cross-sectional study. They were evaluated using semi-structured questionnaires administered during ovulation induction in a treatment cycle. Marital status, religion, years of schooling, occupation, type of infertility, age, duration of infertility, number of previous ART cycles, mean oocyte number per cycle, and mean number of embryos per cycle had no influence on a woman's acceptance of oocyte donation or oocyte reception.

Results More than 90% of the patients thought that the subject of “adoption” should be brought up during their ART treatments, although they preferred to discuss this topic with psychologists, not doctors. Women with occupations were more willing to consider adoption.

Conclusion The opinions of these patients on these issues seem to be based on personal concepts and ethical, religious, and moral values. Women preferred to discuss adoption with psychologists rather than doctors.

Resumo

Objetivo Não se sabe ao certo o que os casais inférteis acham sobre doação de óvulos por terceiros e adoção, condições estas que podem ser interpretadas como um encerramento definitivo das opções disponíveis para concepção. Este estudo teve como objetivo determinar a aceitação da doação de oócitos, ovo recepção e adoção de crianças por mulheres inférteis submetidas a tratamento de reprodução assistida (RA).

Métodos Sessenta e nove mulheres em tratamento para infertilidade e submetidas a procedimentos de RA foram incluídas neste estudo transversal. Elas foram avaliadas por meio de questionários semiestruturados administrados durante a indução da ovulação em um ciclo de tratamento.

Resultados O estado civil, religião, escolaridade, ocupação, tipo de infertilidade, idade, duração da infertilidade, número de ciclos de RA anteriores, o número médio de oócitos por ciclo e de embriões por ciclo médio não tiveram influência sobre a aceitação da doação ou da recepção de oócitos. Mais de 90% das mulheres acha que o tema “adoção” deve ser discutido durante o tratamento de RA, porém preferem discutir este tema com psicólogos, e não com médicos. As mulheres com ocupações foram mais predispostas a considerar a adoção.

Conclusão As opiniões destas pacientes sobre estas questões parecem ser baseadas em conceitos pessoais e valores éticos, religiosos e morais. As mulheres preferiam discutir a adopção com psicólogos, em vez de médicos.