CC BY-NC-ND 4.0 · Arq Bras Neurocir 2019; 38(02): 094-101
DOI: 10.1055/s-0037-1603762
Original Article | Artigo Original
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Epidemiological Profile of Malignant Brain Neoplasms in the Northern Region of Brazil: data from the Cancer Hospital Registry of the Instituto Nacional de Câncer

Perfil epidemiológico das neoplasias primárias malignas do encéfalo na região Norte do Brasil: dados dos Registros Hospitalares de Câncer do Instituto Nacional de Câncer
Carlos Eduardo Adriano Filho
1  Center of Biological and Health Sciences, Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brazil
,
Lenon Machado Pinto
2  Course of Medicine, Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brazil
,
Joel Monteiro de Jesus
2  Course of Medicine, Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brazil
3  Neurosurgery Service, Hospital Ophir Loyola, Belém, PA, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

07 April 2017

09 May 2017

Publication Date:
05 June 2017 (eFirst)

  

Abstract

Objective Tumors of the central nervous system (CNS) are considered rare, with an incidence of 3.4 cases per 100,000 individuals worldwide. Although uncommon, CNS tumors have been gaining epidemiological importance due to their increased incidence and mortality. In Brazil, there is a lack of population research regarding CNS cancer, especially in the Northern region. Thus, the authors aim to trace an epidemiological profile of malignant brain neoplasms in the Northern region from 2001 to 2013.

Methods Data were collected from the Cancer Hospital Registry of the Instituto Nacional de Câncer (RHC-INCA, in the Portuguese acronym) and stratified according to origin, gender, age, detailed primary location, and histological type. A total of 742 cases were analyzed. Most of the cases came from inland areas, with a male predominance.

Results The most affected age groups were between 0 and 9 years old and between 30 and 49 years old, with an accentuated decrease in incidence starting at the age of 70 years old. The frontal lobe was the most affected area, followed by the temporal and parietal lobes. Astrocytic tumors accounted for 64.3% of cases, followed by embryonal tumors (18.2%), and ependymal tumors (7.4%). Among the astrocytic tumors, astrocytoma, not otherwise specified (NOS), and glioblastoma, NOS corresponded to 82.2% of the cases. Among embryonal tumors, medulloblastoma accounted for 71.9% of the cases.

Conclusion More epidemiological studies in this area, especially in the Northern region, are required to identify risk factors and allow prevention and early diagnosis.

Resumo

Objetivo Os tumores do sistema nervoso central (SNC) são considerados raros, com incidência de 3,4 casos a cada 100 mil indivíduos no mundo. Apesar de serem considerados raros, os tumores do SNC vêm ganhando importância epidemiológica devido ao aumento de sua incidência e mortalidade. No Brasil, há carência de pesquisas populacionais quando se trata de câncer no SNC, principalmente no Norte do país. Dessa forma, os autores objetivam traçar o perfil epidemiológico das neoplasias encefálicas malignas na região Norte de 2001 a 2013.

Métodos Os dados foram coletados dos Registros Hospitalares de Câncer do Instituto Nacional de Câncer (RHC-INCA) e estratificados em: procedência, gênero, faixa etária, localização primária detalhada e tipo histológico. Foram analisados 742 casos. A maioria dos pacientes teve procedência de cidades interioranas, e houve predominância do sexo masculino.

Resultados As faixas etárias mais acometidas foram de 0 a 9 anos e de 30 a 49 anos, com decréscimo acentuado a partir dos 70 anos. O lobo frontal foi o mais acometido, seguido pelos lobos temporal e parietal. Os tumores astrocíticos compuseram 64,3% do total, seguido pelos tumores embrionários (18,2%) e ependimários (7,4%). No grupo dos tumores astrocíticos, o astrocitoma, sem outra especificação (SOE), e o glioblastoma, SOE corresponderam a 82,2% dos casos. No grupo dos tumores embrionários, o meduloblastoma correspondeu a 71,9%.

Conclusão Ressalta-se a necessidade de mais estudos epidemiológicos nessa área, especialmente na região Norte, com vistas à identificação de fatores de risco, prevenção e diagnóstico precoce na população.