CC-BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2017; 39(10): 523-528
DOI: 10.1055/s-0037-1604259
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Induction of Labor using Misoprostol in a Tertiary Hospital in the Southeast of Brazil

Indução de parto utilizando misoprostol em um hospital terciário no sudeste do BrasilTácito Augusto Godoy Silva1, Luciano Eliziário Borges Júnior1, Luisa Almeida Tahan1, Taynná Ferreira Arantes Costa1, Fernanda Oliveira Magalhães1, Alberto Borges Peixoto1, Wellington de Paula Martins2, Edward Araujo Júnior3
  • 1Mário Palmério Hospital Universitário, Universidade de Uberaba (UNIUBE), Uberaba, MG, Brazil
  • 2Department of Obstetrics and Gynecology, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brazil
  • 3Department of Obstetrics, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
Further Information

Publication History

03 March 2017

30 May 2017

Publication Date:
12 July 2017 (eFirst)

Abstract

Purpose To assess cases of labor induction with vaginal 25-µg tablets of misoprostol and maternal outcomes in a tertiary hospital in southeastern Brazil.

Methods This was a retrospective cohort study of 412 pregnant women with indication for labor induction. Labor induction was performed with vaginal 25-µg tablets of misoprostol in pregnant women with Bishop scores < 6. Stepwise regression analysis was used to identify the factors present at the beginning of induction that could be used as predictors of successful labor induction.

Results A total of 69% of the pregnant women who underwent labor induction progressed to vaginal delivery, and 31% of the women progressed to cesarean section. One or two misoprostol tablets were used in 244 patients (59.2%). Of the 412 patients, 197 (47.8%) required oxytocin later on in the labor process, after induction with misoprostol. The stepwise regression analysis showed that only Bishop scores of 4 and 5 and previous vaginal delivery were independent factors with statistical significance in the prediction of successful vaginal labor induction (β = 0.23, p < 0.001, for a Bishop score of 4 and 5, and β = 0.22, p < 0.001, for previous vaginal delivery).

Conclusion Higher Bishop scores and previous vaginal delivery were the best predictors of successful labor induction with vaginal 25-µg tablets of misoprostol.

Resumo

Objetivo Avaliar os casos de indução do trabalho de parto com misoprostol 25 mcg por via vaginal e seus desfechos maternos em um hospital terciário do Sudeste do Brasil.

Métodos Realizou-se um estudo retrospectivo de coorte com 412 gestantes com indicações para indução de trabalho de parto. A indução do trabalho de parto foi realizada com misoprostol 25 mcg vaginal em gestantes com índice de Bishop < 6. Realizou-se análise de regressão stepwise para identificar os fatores presentes ao início da indução que poderiam ser usados como prognosticadores do sucesso da indução do trabalho de parto.

Resultados A indução de trabalho de parto determinou 69% de partos normais, sendo que 31% evoluíram para cesárea. Em relação ao número de comprimidos de misoprostol, 1 ou 2 comprimidos foram utilizados em 244 pacientes (59,2%). Das 412 pacientes, 197 (47,8%) necessitaram de ocitocina após a indução com misoprostol para dar continuidade ao trabalho de parto. Na análise de regressão stepwise, apenas a presença de índice de Bishop 4 e 5 e parto vaginal prévio foram fatores independentes com significância estatística na predição do sucesso da indução em obter parto vaginal (β = 0,23, p < 0,001, para índice de Bishop 4 e 5, e β = 0,22, p < 0,001, para parto vaginal prévio).

Conclusão Maiores índices de Bishop e parto vaginal prévio são os maiores prognosticadores do sucesso de indução de trabalho de parto com misoprostol 25 mcg vaginal.