Open Access
CC-BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2017; 39(09): 480-487
DOI: 10.1055/s-0037-1604481
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Regional and Socioeconomic Differences in the Coverage of the Papanicolau Test in Brazil: Data from the Brazilian Health Survey 2013

Diferenças regionais e socioeconômicas na cobertura do exame Papanicolau no Brasil: Dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013
Isabelle Ribeiro Barbosa
1   Collective Health, Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Santa Cruz, RN, Brazil
› Author Affiliations
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Publication History

21 January 2017

23 May 2017

Publication Date:
07 August 2017 (online)

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Abstract

Purpose To evaluate the coverage of the Papanicolaou test in Brazil and the associated factors.

Methods Cross-sectional study based on data from the Brazilian Health Survey 2013 comprising the proportion of 25- to 64-year-old women who had undergone a Papanicolaou test within the previous 3 years, categorized by sociodemographic variables and access to healthcare services.

Results The screening coverage in Brazil was of 79.4% (95% confidence interval [95%CI]: 78.4–80.3), showing significant differences between the different states of the country, with the highest rate in the state of Roraima (86.5; 95%CI: 83.5–89.4), and the lowest one in the state of Maranhão (67.7; 95%CI: 61.3–74.0). Undergoing the test was significantly more frequent among married women (83.6%; 95%CI: 82.4–84.8), those with higher educational levels (88.7%; 95%CI: 87.0–90.5), of white ethnicity (82.6%; 95%CI: 81.3–83.9) and who reside in urban areas (80.1%; 95%CI: 79.1–81.2). Those who had undergone the test more than three years prior to the survey and the ones who had never undergone it were associated with a lower level of education, being of black or brown ethnicity, single or divorced, and rural dwellers.

Conclusions The coverage of cervical cancer screening in Brazil is below the recommended rate and presents regional and sociodemographic disparities.

Resumo

Objetivo Avaliar a cobertura do exame Papanicolau no Brasil e os fatores associados.

Métodos Estudo transversal a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 relativos à proporção de mulheres de 25 a 64 anos que realizaram pelo menos um exame Papanicolau nos últimos 3 anos, categorizados por variáveis sociodemográficas e de acesso aos serviços de saúde.

Resultados A cobertura do rastreio foi de 79,4% no Brasil (intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 78,4–80,3), com diferença significativa entre as unidades federativas, sendo maior no estado de Roraima (86,5%; IC95%: 83,5–89,4) e menor no Maranhão (67,7%; IC95%: 61,3–74,0). A realização do exame foi significativamente maior entre as mulheres casadas (83,6%; IC 95%: 82,4–84,8), com nível de instrução mais elevado (88,7%; IC95%: 87,0–90,5), de etnia branca (82,6%; IC95%: 81,3–83,9), e que residem em área urbana (80,1%; IC95%: 79,1–81,2). As que realizaram o exame havia mais de 3 anos e as que nunca realizaram estiveram associadas a menor nível de instrução, a mulheres negras e pardas, a ser solteira ou separada, e a moradoras de área rural.

Conclusões A cobertura do rastreio para o câncer e colo de útero no Brasil tem proporção abaixo da recomendada, e apresenta disparidades regionais e sociodemográficas.