CC-BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2017; 39(10): 529-533
DOI: 10.1055/s-0037-1606242
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Medical Termination of Delayed Miscarriage: Four-Year Experience with an Outpatient Protocol

Terminação médica de gravidez inviável do 1° trimestre: quatro anos de experiência com um protocolo de tratamento em ambulatórioJoana Lyra1, João Cavaco-Gomes1, Marina Moucho1, Nuno Montenegro1, 2, 3
  • 1Department of Gynecology and Obstetrics, Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal
  • 2Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal
  • 3Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, Porto, Portugal
Further Information

Publication History

27 January 2017

27 June 2017

Publication Date:
29 August 2017 (eFirst)

Abstract

Purpose To evaluate the efficacy of an outpatient protocol with vaginal misoprostol to treat delayed miscarriage.

Methods Retrospective analysis of prospectively collected data on women medically treated for missed abortion with an outpatient protocol. The inclusion criteria were: ultrasound-based diagnosis of missed abortion with less than 10 weeks; no heavy bleeding, infection, inflammatory bowel disease or misoprostol allergy; no more than 2 previous spontaneous abortions; the preference of the patient regarding the medical management. The protocol consisted of: 1) a single dose of 800 µg of misoprostol administered intravaginally at the emergency department, after which the patients were discharged home; 2) clinical and ultrasonographic evaluation 48 hours later – if the intrauterine gestational sac was still present, the application of 800 µg of vaginal misoprostol was repeated, and the patients were discharged home; 3) clinical and ultrasonography evaluation 7 days after the initiation of the protocol – if the intrauterine gestational sac was still present, surgical management was proposed. The protocol was introduced in January 2012. Every woman received oral analgesia and written general recommendations. We also gave them a paper form to be presented and filled out at each evaluation.

Results Complete miscarriage with misoprostol occurred in 340 women (90.2%). Surgery was performed in 37 (9.8%) patients, representing the global failure rate of the protocol. Miscarriage was completed after the first misoprostol administration in 208 (55.2%) women, with a success rate after the second administration of 78.1% (132/169). The average age of the women with complete resolution using misoprostol was superior to the average age of those who required surgery (33.99 years versus 31.74 years; p = 0.031). Based on the ultrasonographic findings in the first evaluation, the women diagnosed with fetal loss achieved greater success rates compared with those diagnosed with empty sac (p = 0.049).

Conclusions We conclude this is an effective and safe option in the majority of delayed miscarriage cases during the first trimester, reducing surgical procedures and their consequences.

Resumo

Objetivo Avaliar a eficácia de um protocolo de tratamento médico da gravidez inviável do primeiro trimestre (GI1°T) com misoprostol vaginal em regime de ambulatório.

Métodos Análise retrospectiva de dados colhidos prospectivamente de grávidas tratadas com misoprostol vaginal em ambulatório. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico de GI1°T com < 10 semanas de gestação; ausência de hemorragia abundante, infeção, doença inflamatória intestinal ou alergia ao misoprostol; ≤ 2 abortamentos anteriores; e preferência da paciente por tratamento médico. O protocolo consiste em: dia 0–aplicação de misoprostol intravaginal (800µg) no Serviço de Urgência e alta para o domicílio; dia 2–se persistência de saco gestacional intrauterino, aplicação de segunda dose de misoprostol (800µg) e alta; Dia 7–se persistência de saco gestacional intrauterino, proposto esvaziamento uterino instrumentado. O protocolo foi implementado em janeiro de 2012. Todas as grávidas receberam analgesia oral e informação por escrito com recomendações gerais. Receberam ainda um formulário a ser preenchido em cada vinda à urgência.

Resultados Das 377 mulheres incluídas, observou-se abortamento completo em 340 (90,2%). As restantes 37 (9,8%) necessitaram de tratamento cirúrgico – taxa de falência global do protocolo. Em 208 (55,2%), o sucesso foi observado ao fim da 1ª dose, com uma taxa de eficácia da 2ª dose de 78,1% (132/169). A idade média das mulheres com sucesso do tratamento médico foi superior à das mulheres sem sucesso do mesmo (33,99 versus 31,74 anos; p = 0,031). O sucesso do tratamento foi maior quando o diagnóstico ecográfico inicial era de um embrião sem vitalidade comparado com os casos de ovo anembrionado (p = 0.049).

Conclusões Conclui-se que esta é uma opção de tratamento eficaz e segura na maioria das situações de GI1°T, evitando a necessidade de internamento e de intervenção cirúrgica.