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DOI: 10.1055/s-0043-1764736
TUMOR NEUROENDÓCRINO DE ÍLEO TERMINAL COM IMPLANTE GÁSTRICO: RELATO DE CASO
Apresentação do Caso SRAP, de 50 anos, apresentava dor abdominal no flanco esquerdo e na fossa ilíaca esquerda havia 3 semanas. Foi realiza uma tomografia, que evidenciou lesão de 2,5 cm na borda mesentérica do cólon ascendente. Em estudo colonoscópico, foi evidenciada lesão subepitelieal no íleo terminal, e realizou-se uma biópsia. O paciente perdeu o seguimento ambulatorial, e retornou ao serviço dois anos após a investigação primária. O anatomopatológico (AP) evidenciou tumor neuroendócriono (TNE) de baixo grau, Ki-67 20%. No estadiamento, não foram evidenciadas lesões À distância, e planejou-se uma colectomia direita ampliada. No intraoperatório, além da lesão no íleo terminal, evidenciou-se implante pediculado na parede gástrica posterior. O AP cirúrgico evidenciou TNE de íleo terminal, bem diferenciado, de grau 1 da OMS, Ki-67 1%, infiltrativo até a serosa, com 2 linfonodos positivos em 20 ressecados. Implante gástrico com AP de TNE de grau 1 da OMS.
Discussão Os TNEs são um grupo heterogêneo de neoplasias, com incidência de 6/100 mil, com predominância em mulheres (2,5:1), e acometimento preferencial do trato gastrointestinal e dos pulmões. Seus sintomas são inespecíficos, e pode se apresentar como síndrome carcinoide. O diagnóstico se dá por achados de exames ou em episódios obstrutivos. Pela sua agressividade, podem ser classificados como de baixo ou alto grau, ou, segundo a OMS, em 3 graus relacionados ao grau de mitose e à expressão de Ki-67. O tratamento envolve ressecção da lesão, mesmo que em estágios avançados ou metastáticos, principalmente em TNEs do intestino delgado e do cólon direito. A ressecção de oito linfonodos já demonstra capacidade de um estadiamento, mas não traz melhora da sobrevida global. O tratamento adjuvante ainda é questionado, mas pode envolver quimioterapia, análogos da somatostatina e terapia imunobiológica. De uma forma geral, TNEs têm uma sobrevida em 5 anos de 67%, sendo que tumores maiores de 2 cm, paciente com mais de 50 anos no diagnóstico, indiferenciação, T avançado e ausência de ressecção cirúrgica são fatores independentes de pior prognóstico.
Comentários Finais Os TNEs são neoplasias raras que ainda não apresentam recomendações robustas de manejo. Sua condução envolve equipe multidisciplinar, e as medidas cirúrgicas são as principais ferramentas em seu tratamento. O caso aqui apresentado é o de um TNE de intestino delgado com comportamento não agressivo, tratado com cirurgia e metastasectomia up-front. No momento, o paciente seguirá para avaliação oncológica para a decisão de adjuvância.
Die Autoren geben an, dass kein Interessenkonflikt besteht.
Publikationsverlauf
Artikel online veröffentlicht:
16. März 2023
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